21 nov

Desigualdades e políticas públicas no Distrito Federal

LUCIO RENNÓ — Pesquisador do ObservaDF e professor de ciência política da Universidade de Brasília (UnB)

O Distrito Federal continua sendo uma das unidades da Federação mais desiguais do Brasil, medida pelo Índice de Gini, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2023, está atrás apenas de Paraíba e Piauí e tem valor superior ao índice nacional. Isso não é novidade. Ao longo das décadas, essa tem sido a situação, de uma estabilidade inaceitável. Entra governo, sai governo, a situação muda pouco, e as pessoas na base das camadas de renda, a maioria esmagadora, paga o preço.

É justamente esse contingente populacional que mais precisa da atuação do Estado, que se expressa por meio da implementação de políticas públicas que atendam às necessidades da população. A intervenção estatal é fundamental para reduzir os enormes fossos sociais que existem no DF. Sem políticas públicas voltadas para a redução da pobreza e promoção de um desenvolvimento inclusivo e sustentável, de ampliação do acesso a serviços públicos de qualidade, dificilmente a atual situação será revertida.

Contudo, como mostram as pesquisas do ObservaDF, disponíveis no site https://observadf.unb.br/, o acesso ao Estado e à cidade é condicionado pela situação de renda da população e por outras manifestações perversas da exclusão, baseadas em gênero, raça e faixa etária.

Em resumo, pessoas que moram em cidades de renda mais baixa, na periferia geográfica do DF, têm acesso reduzido a oportunidades de trabalho e renda, ao território, com suas limitações de mobilidade urbana, a atividades de lazer e cultura e a serviços de saúde pública. Há significativas diferenças nas percepções daqueles(las) que moram em cidades mais pobres em relação aos(às) que vivem nas mais ricas sobre a atuação do Estado e a oferta de políticas e serviços públicos.

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Os estudos apontam que as avaliações dos hospitais e dos ônibus são muito piores para quem mora em regiões de mais baixa renda. A insatisfação dessas populações indica uma oferta de políticas de saúde pública e mobilidade urbana ineficiente e incompleta. É uma população que também sofre de insegurança alimentar e que não é atendida devidamente por políticas sociais, cuja cobertura é insuficiente, deixando de atender a inúmeras parcelas da população que necessitam, indicando grave problema de focalização.

As condições de moradia da população de baixa renda também são grave problema, que sofre com aluguéis cada vez mais caros e a necessidade de morar cada vez mais longe do local de trabalho e em situação de insegurança jurídica — em áreas sem regularização fundiária. As críticas às políticas habitacionais são dominantes, indicando acesso reduzido e uma reputação de que a alocação não é baseada em critérios universais.

Ademais, há uma sensação maior de insegurança nas cidades mais pobres e, principalmente, entre as mulheres. Os jovens da periferia também sofrem, com menos acesso a cultura e entretenimento e a empregos, sobretudo aqueles que mais os atraem, nas áreas tecnológicas e de comunicação.

Por último, a população carente é a que mais sofre as consequências das mudanças climáticas, sendo vítima de localidades sem infraestrutura para enfrentar a poeira na seca, que tanto mal faz à saúde, e as enchentes no período de chuvas. Sem falar que mora em áreas menos arborizadas e com mais lixo, entulho e animais abandonados nas ruas.

Os achados acima são importantes para redobrar a atenção ao perene tema, que nunca melhora, do combate à desigualdade. Agora compiladas em livro, de acesso público no site do Observa DF (ttps://observadf.unb.br/livro-observadf), as evidências apenas confirmam o que vivenciamos todos os dias: os que mais precisam do Estado são os que menos recebem dele e as resistentes e inaceitáveis desigualdades seguem sem solução.

12 nov

Visão do Correio: segurança viária e suas esferas

A violência no trânsito brasileiro há décadas se transformou em um problema de saúde pública. Dados do Ministério da Saúde, que monitora as internações e as mortes no tráfego, mostram que, em 2022, 34 mil pessoas perderam a vida no país em razão de acidentes. Foram contabilizadas ainda 212 mil hospitalizações, gerando um custo total de R$ 350 milhões para o setor. Diante desse cenário agravante, é necessário manter a discussão sobre o tema, buscar o engajamento da população e propagar o conhecimento, abordando a amplitude que a questão exige em todas as esferas. A segurança viária, um dos pontos fundamentais nesse debate, precisa ganhar força.

Ações que visam reduzir o número de ocorrências, melhorar a mobilidade urbana e promover o comportamento adequado de motoristas e pedestres não podem sair do foco enquanto os números se mantiverem alarmantes. Além de estabelecer as normas sobre os direitos e deveres no trânsito, fazendo com que as leis sejam respeitadas, é indispensável a garantia de vias e veículos seguros. O conjunto de iniciativas, unindo cidadãos e governos, cria uma condição favorável para que as estatísticas de tragédias comecem a recuar.

Aos motoristas, motociclistas e pedestres, personagens principais nesse contexto, cabe agir com urbanidade e educação, adotando posturas que ultrapassam a legislação, como realizar manutenções periódicas nos veículos e ter respeito ao espaço de cada um.

Na esfera da responsabilidade governamental, o processo parte da criação de políticas controladoras que devem ser seguidas, avançando para a fiscalização e a aplicação das devidas sanções em caso de descumprimento. O uso de equipamentos de controle em locais específicos, a determinação do limite de velocidade, o traçado das pistas e outras atribuições das gestões públicas que contribuem para a segurança viária exigem estudos e investimentos constantes.

Com tantos desafios urgentes, o financiamento para a garantia da segurança viária precisa ser destaque em projetos de governos e da iniciativa privada. À medida que as vias urbanas e as estradas apresentam perigo, é fundamental ter integração em busca do compromisso principal de salvar vidas e, em segundo plano, de viabilizar os negócios.

Investimentos constantes e campanhas permanentes fazem parte do caminho a ser percorrido até a conquista de um trânsito menos agressivo. Para que o pilar da segurança viária sustente uma realidade sem tantos desastres, é fundamental ter estrutura e respeito atuando em equilíbrio.

As perdas humanas com os acidentes são imensuráveis. A dor de ter um ente querido morto ou ferido gravemente em uma ocorrência de trânsito atinge diariamente muitas famílias pelo país. Reduzir os riscos que levam a esse sofrimento é uma obrigação do poder público. A sociedade, por sua vez, precisa adotar os comportamentos corretos nesse campo. A imprudência, partindo de qualquer um dos atores envolvidos, não pode mais ser naturalizada. Assegurar um trânsito menos violento no Brasil é uma meta que ainda está distante e, também por isso, exige empenho. Assim como a segurança pública, que vem motivando propostas de melhoria em nível nacional, a segurança viária no país depende de uma mobilização que estabeleça diretrizes e coloque a questão como prioridade.

8 nov

DF tem três das maiores favelas do Brasil em extensão territorial, diz IBGE

O Sol Nascente caiu uma posição e agora é considerado a segunda maior favela do Brasil, com 70.908 habitantes, atrás somente da Rocinha, localizada no Rio de Janeiro (RJ), que abriga 72.021 moradores, segundo o Censo 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Além de abrigar a segunda maior favela em número de residentes, o Distrito Federal também liderou o ranking com as maiores favelas em área territorial — 26 de Setembro (10,5 km²), Sol Nascente (9,2 km²) e Morro da Cruz I e II (5,9 km²). Os dados finais da pesquisa foram divulgados nesta sexta-feira (8/11).

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No ano passado, os dados preliminares do Censo 2022 apontavam que o Sol Nascente havia superado a Rocinha e era a maior reunião de domicílios subnormais do país. Nesta sexta-feira (8/11), no entanto, os resultados finais revelaram que o Sol Nascente caiu de posição.

Parte de Planaltina vai ficar sem energia nesta sexta-feira (8/11)

A pesquisa contabilizou, ainda, 62 favelas e comunidades urbanas na capital federal, totalizando

61.784 domicílios particulares permanentes ocupados nestas áreas. Este número representava, em 2022,

6,2% do total de domicílios particulares permanentes ocupados do Distrito Federal. A maior parte, cerca de 80,6%, dessas Favelas e Comunidades Urbanas tinham menos de 1.000 domicílios. A a população residente nas áreas era, à época, de 198.779, correspondendo a 7,1% do total da população do DF.

Celina discute sobre saúde e mobilidade com novos prefeitos do Entorno

Entre as 12.348 favelas e comunidades urbanas do país, a Rocinha, no Rio de Janeiro (RJ), era, em 2022, a mais populosa, com 72.021 moradores, seguida pelo Sol Nascente, em Brasília (DF), com 70.908 habitantes; Paraisópolis, em São Paulo (SP), com 58.527 pessoas e Cidade de Deus/Alfredo Nascimento, em Manaus (AM), com 55.821 moradores.

Para o IBGE, as favelas e comunidades urbanas são territórios populares originados das diversas

estratégias utilizadas pela população para atender, geralmente de forma autônoma e coletiva, às

suas necessidades de moradia e usos associados (comércio, serviços, lazer, cultura, entre outros),

diante da insuficiência e inadequação das políticas públicas e investimentos privados dirigidos à

garantia do direito à cidade.

26 de Setembro – Brasília (DF): 10,5 km²

Sol Nascente – Brasília (DF): 9,2 km²

Morro da Cruz I e II – Brasília (DF): 5,9 km²

Rocinha – Rio de Janeiro (RJ): 72.021 moradores;

Sol Nascente: – Brasília (DF): 70.908 moradores;

Paraisópolis – São Paulo (SP): 58.527 moradores;

5 nov

Call of Duty Black Ops 6: Call Of Duty voltou, se é que um dia se foi

Mesmo que você seja apaixonado por jogos de futebol, de luta ou outros títulos mais específicos, considero que, em algum momento, já tenha experimentado games de tiro em primeira pessoa. Parte da vida de muitas pessoas, Call Of Duty é, provavelmente, uma das franquias mais famosas da história. Apesar dos maus bocados nos últimos anos, Black Ops 6, o novo lançamento da Activision, parece devolver aos fãs os dias de glória e a confiança antes roubada.

Há mais de duas décadas, o popular COD (como muitos gostam de chamar), tornou-se um dos jogos mais importantes do mundo. De início, foi publicado apenas para computadores. Mais tarde, porém, passou a estar presente em diversas plataformas, especialmente no Xbox 360. Ambientando na Segunda Guerra Mundial, o game tem por característica a experiência em batalhas e acontecimentos históricos.

Com o passar do tempo, entretanto, seu cenário passou por consideráveis modificações, em transições que vão desde o futuro até o espaço sideral. Contudo, acredita-se que o princípio do grande amor dos fãs para com o COD seja, realmente, aquela adrenalina diferente em se sentir um soldado de guerra lutando para sobreviver e cumprir sua missão. Se o objetivo de Black Ops 6 era reviver esse sentimento, afirmo com carinho que ele foi bem executado.

As missões lembram os clássicos filmes de ação e espionagem.

Me despindo um pouco da veia profissional, como amante de COD, os inícios de gameplay recheados de cutscenes e belíssimas animações sempre me comoveram. As explosões por toda a parte e a agonia de tentar não morrer ainda que o jogo estivesse prestes a começar, é uma das emoções que fizeram de Call Of Duty um sucesso. Em Black Ops 6, isso não mudou. Entretanto, o ingrediente que fez do modo campanha um prato deveras especial, são as tramas e as dinâmicas entre passado e presente.

Tal qual uma série de investigação policial, COD começa com agentes da CIA em uma sala desvendando erros de uma missão que acontecera antes daquela conversa, no Iraque. Em seguida, a oportunidade de descobrir o que, de fato, aconteceu no campo de batalha. No game, em boa parte da campanha, assumimos o personagem Case Calderon, extremamente interessante para o decorrer da história, já que o seu desenvolvimento é muito bem feito e acertado pela Activision.

Na companhia do jogador, outra adição importante, como Troy Marshall, parceiro de esquemas e batalhas de Case durante a jogatina. Ao lado deles, o velho conhecido Frank Woods também se faz presente, especialmente na base de operações onde todos se instalam, seja para averiguar e analisar próximas missões. Teorias conspiratórias, política e espionagem são três dos elementos primordiais em Black Ops 6. Com tramas bem elaboradas e contextualizadas, o game passa contar a história do grupo Panteão.

Além disso, esquemas internos de corrupção e a existência de um agente duplo da CIA também é um dos roteiros enigmáticos do novo lançamento. Assim, Black Ops 6 acontece em uma ideia que, apesar de ser igual as outras, acerta em desenvolver bem cada aspecto de sua jornada. Uma delas, inclusive, são os belos e importantes diálogos que acontecem, sobretudo na base de operações. Ambos os personagens conversam entre si, descobrindo um pouco sobre cada um.

Case, personagem assumido durante grande parte da campanha, se comunica através de mini falas que aparecem na tela, escolhidas para ditar o ritmo do jogo. Por vezes, as conversas são emocionantes e com uma pitada, digo eu, cinematográfica. Vale ressaltar, ainda, que a base de operações pode ser melhorada a partir das economias conquistadas durante as missões, sendo opcional, claro — mas um bom dinheiro sempre cai bem.

Por fim, Black Ops 6 entrega o que tanto se espera de um jogo à sua altura: jogabilidade. Para os veteranos, enfatizo que matarão a saudade daquela boa e velha adrenalina das batalhas e tiros trocados nas missões. Em momentos especiais e de abrupta agonia, COD traz, novamente, a experiência de um agente — ou soldado — que lhe deu sucesso no cenário de games eletrônicos. Armas novas e antigas, skins conquistadas e muito mais. De fato, é a volta dos que nunca foram.

Modo zumbis retorna para o tradicional modo sobrevivência da franquia.

As arenas bem montadas e os cenários diversificados. Para se divertir com amigos ou desconhecidos no mundo online, o modo multiplayer é uma ótima alternativa em Black Ops 6. No formato mais tradicional de Call Of Duty, o formato carrega tanto a possibilidade de jogar em equipe, quanto a de considerar qualquer jogador seu inimigo. O conteúdo, apesar de agregar bastante, contém alguns erros técnicos — que devem ser melhorados.

A mobilidade é um ponto positivo, embora a jogatina acelerada não seja tão agradável para alguns jogadores. Além do multiplayer, o zombies é uma outra opção para quem deseja fugir um pouco do modo campanha e se deliciar em outra aventura. No entanto, não há tranquilidade neste formato. Afinal de contas, eles correm, aparecem em montes e são extremamente chatos. A mira, talvez, não tenha se encaixado bem, e precise melhorar um pouco.

Jogo faz um sucesso estrondoso no Xbox Gamepass com o streaming de games em alta para a Microsoft.

Bom, como amante de COD, fiquei feliz em reviver minha infância já nessa fase adulta da vida. Sem me deixar levar pelo sentimento, acredito que Black Ops 6 é um acerto — e tanto — da Activision. No seu estado mais bruto de guerras e tiros, ele está de volta. Alguns pontos negativos se fazem presentes, claro, como a necessidade de reiniciar o jogo sempre que há atualizações ou a pressa para as missões desenrolarem logo. Entretanto, o roteiro, a história e a jogabilidade compensam o que é de tão bonito no game.

Call of Duty: Black Ops 6 está disponível para PC, PlayStation 4, Xbox One, PlayStation 5 e Xbox Series X|S.

*Este review foi feito com uma cópia enviada pela Activision Brasil para PlayStation 5.

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31 out

Obras devem começar no início de 2025, diz presidente do Metrô-DF sobre expansão

A Comissão de Transporte e Mobilidade Urbana (CTMU) realizou, na manha desta quarta-feira (30/10), na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), reunião técnica para discutir o futuro do Metrô-DF. Na assembleia, organizada pelo deputado distrital Max Maciel (Psol), estiveram presentes o diretor-presidente da companhia do Metropolitano do DF, Handerson Cabral, o diretor técnico do Metrô-DF, Fernando Jorge, e o diretor de operação e manutenção do Metrô-DF, Márcio Aquino.

O distrital levou aos representantes da companhia questionamentos relacionados à manutenção, ampliação de frota, segurança e quadro de funcionários. Apesar de não ser uma audiência pública, representantes de sindicatos e associações que estiveram presentes também tiveram espaço para se pronunciar sobre o tema.

O diretor-presidente do Metrô-DF, Handerson Cabral, destacou, em seu pronunciamento, que a companhia tem trabalhado para que haja ampla manutenção na atual frota e para que a compra de 15 novos trens seja finalizada. “Após os dois incidentes ocorridos em janeiro e julho deste ano, várias iniciativas foram tomadas. Estamos com o orçamento reforçado e queremos aplicar um pacote de modernização, não somente física, mas operacional”, apontou.

Cabral informou que a companhia está em contato com representantes da fabricante Alstom no Brasil para que um contrato de manutenção permanente dos cartões (peça essencial para o funcionamento dos trens e comunicação com os operadores das máquinas) seja firmado. Ele também ressaltou que há planos para adquirir sobressalentes. “Nesse caso, é mais complicado porque às vezes não há o produto, então temos que verificar a forma de produzi-lo e analisar os custos. Isso depende da fabricante internacional”, explicou.

Atualmente, há 20 trens atuando diariamente. Sete veículos estão parados em decorrência de adversidades, como problemas crônicos, manutenção e os três veículos que envolveram-se em incêndios nos últimos anos.

Nova frota

O processo para a compra de 15 novo trens continua avançando, de acordo com o diretor-presidente. Ele afirmou que os trâmites já passaram por todas as instâncias dentro do Ministério das Cidades e aguardam, agora, contemplação pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). “Ainda não há previsão de reunião com os gestores neste ano, mas o projeto está habilitado e aguarda a etapa do PAC, que depende do governo federal”, sinalizou.

O investimento para a compra foi calculado em R$ 900 milhões. Sendo que cada trem custará R$ 60 milhões.

O futuro do Metrô-DF

Sobre a expansão do metrô em Samambaia, o processo de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi iniciado e o contrato deve ser assinado ao longo do mês de novembro, conforme anunciado pelos representantes do metrô. O valor investido na obra será de de R$ 440 milhões. Cabral destacou que a ideia é que elas sejam iniciadas no começo de 2025.

No caso do projeto de expansão em Ceilândia, é necessário um pouco mais de tempo. O diretor-presidente informou que o processo foi iniciado e que trabalham ao lado do Tribunal de Contas da União na licitação. “A expectativa é de que o TCU avalie a licitação para iniciarmos a licitação no início de 2025. Essa será uma obra complexa, que certamente levará um tempo, mas queremos desenvolver o projeto no segundo semestre do ano que vem, para que no começo de 2026 as obras sejam iniciadas”, disse. Perguntado pelo deputado sobre o investimento na obra, Cabral respondeu que ainda é cedo para precisar valores.

O diretor técnico Fernando Jorge e o diretor de operação e manutenção Márcio Aquino falaram, ainda, sobre questões relacionadas à modernização das subestações do Metrô-DF e da troca de medidores de energia. Segundo eles, para essa etapa, o valor investido ficará em torno de R$ 60 milhões.

Os representantes também falaram sobre a renovação no quadro de funcionários efetivos da companhia. Segundo Cabral, há estudos para que um edital com número de vagas ampliadas seja solicitado.

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28 out

Está chegando a hora! Veja a movimentação dos candidatos ao Enem

Um exército de 4,3 milhões de inscritos em todo o Brasil preparam-se para a 26ª edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), considerada a principal porta de entrada para o ensino superior no Brasil. No Distrito Federal, são 74.366 inscritos. As provas ocorrerão em todo o país nos próximos domingos, dias 3 e 10 de novembro, e, nesta reta final, adotar métodos e cuidados torna-se essencial para uma boa performance.

Estudantes do Gama e Brazlândia aproveitaram o fim de semana para uma boa revisão no aulão gratuito Vem Enem promovido pelo Instituto Evolui com apoio da Secretaria de Justiça e Cidadania do DF. Os professores voluntários fizeram revisões das principais disciplinas e deram dicas estratégicas para auxiliar os estudantes.

Paulo César de Farias, 61 anos, foi um dos 500 alunos que aproveitaram o aulão no Gama. O objetivo dele é ingressar no curso de psicologia na Universidade de Brasília (UnB), para ajudar dependentes químicos que vivem nas ruas, uma realidade que ele conheceu de perto. “Optei por esse curso porque sei como esses profissionais são importantes para quem vive essa situação”, conta o estudante com empolgação.

De acordo com Paulo, o evento tem sido revigorante e uma boa oportunidade para testar seus conhecimentos. “Eu estava meio desanimado. Quando cheguei aqui, o professor de matemática me despertou. Cheguei agora à tarde e, em menos de três horas, já senti uma energia positiva. Gosto muito da maneira como as aulas estão sendo dadas”, compartilha.

Filho e mãe, Arthur Santana, 20, e Adriana Santana, 39, estão se preparando juntos para o exame. “Quando fiz o Enem pela primeira vez, eu era mãe adolescente. Ingressei e me formei no curso de enfermagem em uma universidade particular, pois era oferecida flexibilidade de turno. Hoje, minha vida está estruturada, sou servidora pública, e posso realmente cursar o que sempre quis: medicina em uma federal”, explica Adriana.

Arthur também fará o Enem pela segunda vez. Ele realizou o exame em 2022 e foi aprovado em relações internacionais na Universidade Federal do Tocantins (UFT), mas resolveu trancar a matrícula para tentar o mesmo curso na UnB, para ficar mais perto de casa. “Ela (a mãe) mencionou que queria realizar esse sonho, então sugeri que fizéssemos juntos este ano. Estudamos, incentivamos um ao outro, e isso me motiva ainda mais a lutar pelo que quero”, conta o estudante.

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Com a aproximação do exame, é natural que algumas dúvidas surjam na cabeça dos estudantes. Segundo professores, a recomendação é diminuir o ritmo dos estudos e priorizar a revisão de conteúdos previamente estudados. “Uma rotina intensa nesses últimos dias pode ser contraproducente, pois o descanso é essencial para um bom desempenho. O foco deve ser na consolidação e confiança no conhecimento já adquirido”, afirma Patrícia Belezia Oliveira, coordenadora pedagógica do Colégio Galois.

A prova de redação tem um impacto crucial na nota final dos participantes. Na avaliação, os estudantes precisam redigir um texto dissertativo-argumentativo sobre questões de cunho político-social. “Os conteúdos mais cobrados no caso de redação, geralmente, são temas que vão sempre variar, mas nós temos os eixos temáticos, então é importante estar sempre atento, também, a quais são essas possibilidades de eixos temáticos”, afirma a professora de língua portuguesa Roberta Painho.

Repertórios culturais também são importantes para dar embasamento ao texto. “Após definir a tese e as linhas argumentativas, pense em repertórios. Você vai precisar de repertórios para embasar a sua argumentação, aquilo que só sai da nossa cabeça que não tem nenhum fundamento, não tem uma área de conhecimento embasando, não serve”, alerta Roberta, também coordenadora de redação do ensino médio no Galois.

O professor Cássio Marcelo, 62 anos, destacou os conteúdos que mais são recorrentes na prova de história, disciplina que ensina. “O que mais cai é história do Brasil. São, geralmente, assuntos envolvendo escravidão, formação da cidadania no Brasil, direitos humanos, formação em um regime democrático, Constituição, e sempre ilustrando isso com algum momento da nossa história”, destaca.

Além disso, o docente também ressalta a importância de uma leitura atenta às questões da prova. “Reforço essa questão de uma leitura cautelosa de texto. Não faça nada apressado. Se não conseguir entender muito bem o que o texto está dizendo, passa pra outra questão, depois você volta. E, geralmente, são questões bem abrangentes que, na verdade, estão exigindo muito a interpretação do texto”, pontua.

Entre as disciplinas cobradas no 1º dia de exame, também está geografia. Os conteúdos são variados e exploram temáticas diversificadas, como espaço agrário, com enfoque em espaço agrário brasileiro; questões ambientais, impactos ambientais e meio ambiente; globalização e questões geopolíticas. No entanto, apenas o domínio das matérias não é suficiente para realizar uma boa prova. Muitos alunos enfrentam a situação com ansiedade e medo de não conseguirem a aprovação, o que acaba impactando negativamente o desempenho do estudante.

Além das matérias, o professor de geografia João Augusto Guimarães frisa a importância da saúde mental. “Eu diria que, muito além do conteúdo, é conseguir controlar a sua ansiedade e conseguir controlar o tempo de prova. A prova do Enem é longa, são textos que exigem uma concentração, então é muito importante que você esteja bem, que se lembre do seu estudo ao longo do ano e, além de tudo, que tenha confiança no seu conteúdo, confiança em si mesmo. Saiba que tudo que está na prova você sabe”, aconselha.

De olho no relógio

1° domingo (3/11)

Linguagens, códigos e suas tecnologias; redação, ciências humanas e suas tecnologias, língua estrangeira. Início da prova às 13h30 e término às 19h.

2° domingo (10/11)

Ciências da natureza e Matemática. Início da prova às 13h30 e término às 18h30.

Fique ligado

Aplicação das provas: 3 e 10/11/2024

Divulgação dos gabaritos: 20/11/2024

Enem PPL/ reaplicação: 10 e 11/12/2024

Resultados: 13/01/2025

O que levar

RG ou outra documentação oficial com foto (veja em Documentos aceitos);

Caneta esferográfica transparente com tinta na cor preta.

Documentos aceitos

» Carteira de Identidade Nacional (CIN), e-Título, CNH ou RG (podem ser apresentados

pelo aplicativo Gov.br);

» Cédulas de Identidade expedidas por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal;

» Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classe que, por lei, tenha validade como documento de identidade;

» Passaporte;

» Carteira de Trabalho e Previdência Social impressa e expedida após 27 de

janeiro de 1997.

Participante estrangeiro pode apresentar:

» Passaporte;

» Identidade expedida pelo » Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive, aqueles reconhecidos como refugiados;

» Carteira de Registro Nacional Migratório;

» Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;

» Cédula de identidade civil ou documento estrangeiro equivalente, emitido por estado parte ou associado ao Mercosul.

Em caso de perda…

Este ano, não será mais aceita a apresentação do boletim de ocorrência (B.O.) em caso de perda de documentos físicos.

Deixe em casa

Óculos escuros e itens de chapelaria, como boné e gorro;

Livros, manuais, anotações;

» Fones de ouvido;

» Calculadora;

» Relógios de qualquer tipo.

Local de prova

Acesse seu Cartão de Confirmação na página do participante (enem.inep.gov.br/participante), com número de inscrição, local das provas e mais. É necessário informar o CPF e a senha de cadastro da plataforma Gov.br.

Transporte público

Segundo o Metrô-DF, as informações sobre a ampliação de horários nas estações serão divulgadas nesta semana. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que nos dias de provas haverá reforço no transporte público coletivo do DF nas linhas que tenham seus itinerários paras escolas de todas as RAs. Este ano, a UnB (Campus Darcy Ribeiro) terá aplicação de provas para quase 4 mil candidatos e, por isso, a linha 0.110 — Rodoviária do Plano Piloto/UnB — terá partidas duas horas antes do início das provas e no horário de término, às 19h.

*Estagiário sob supervisão de Marina Rodrigues

De olho no relógio

1° domingo (3/11)

Linguagens, códigos e suas tecnologias; redação, ciências humanas e suas tecnologias, língua estrangeira. Início da prova às 13h30 e término às 19h.

2° domingo (10/11)

Ciências da natureza e matemática. Início da prova às 13h30 e término às 18h30.

Fique ligado

Aplicação das provas: 3

e 10/11/2024

Divulgação dos gabaritos: 20/11/2024

Enem PPL/ reaplicação: 10 e 11/12/2024

Resultados: 13/01/2025

O que levar

RG ou outra documentação oficial com foto (veja em Documentos aceitos);

Caneta esferográfica transparente com tinta na cor preta.

Documentos aceitos

» Carteira de Identidade Nacional (CIN), e-Título, CNH ou RG (podem ser apresentados

pelo aplicativo Gov.br);

» Cédulas de Identidade expedidas por Secretarias de Segurança Pública, Forças Armadas, Polícia Militar e Polícia Federal;

» Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classe que, por lei, tenha validade como documento de identidade;

» Passaporte;

» Carteira de Trabalho e Previdência Social impressa e expedida após 27 de

janeiro de 1997.

participante estrangeiro pode apresentar:

» Passaporte;

» Identidade expedida pelo » Ministério da Justiça para estrangeiros, inclusive, aqueles reconhecidos como refugiados;

» Carteira de Registro Nacional Migratório;

» Documento Provisório de Registro Nacional Migratório;

» Cédula de identidade civil ou documento estrangeiro equivalente, emitido por estado parte ou associado ao Mercosul.

Em caso de perda…

Este ano, não será mais aceita a apresentação do boletim de

ocorrência (B.O.) em caso de perda de documentos físicos.

Deixe em casa

Óculos escuros e itens de chapelaria, como boné e gorro;

Livros, manuais, anotações;

» Fones de ouvido;

» Calculadora;

» Relógios de qualquer tipo.

Local de prova

Acesse seu Cartão de Confirmação na página do participante (enem.inep.gov.br/participante), com número de inscrição, local das provas e mais.

É necessário informar o CPF e a senha de cadastro da plataforma Gov.br.

Transporte público

Segundo o Metrô-DF, as informações sobre a ampliação de horários nas estações serão divulgadas nesta semana. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob) informou que nos dias de provas haverá reforço no transporte público coletivo do DF nas linhas que tenham seus itinerários paras escolas de todas as RAs. Este ano, a UnB (Campus Darcy Ribeiro) terá aplicação de provas para quase 4 mil candidatos e, por isso, a linha 0.110 — Rodoviária do Plano Piloto/UNB — terá partidas duas horas antes do início das provas e no horário de término, às 19h.

23 out

O que propõem Boulos e Nunes de diferente e de semelhante para a mobilidade urbana de São Paulo

Uma das principais reclamações dos paulistanos é o trânsito caótico da maior cidade do país. De acordo com um levantamento realizado pela empresa TomTom Traffic, a capital paulista possui o pior trânsito do Brasil e ocupa a 33ª posição entre as 387 cidades avaliadas. Apesar de estarem em espectros políticos opostos, os candidatos a prefeito (Psol) e (MDB) apresentaram propostas semelhantes para tentar atacar o problema.

Com base nos planos de governo registrados no (TSE), a Gazeta do Povo compilou as propostas dos candidatos à prefeitura de São Paulo para a mobilidade urbana da cidade. Entre as soluções apresentadas pelos candidatos estão o aumento das faixas exclusivas para ônibus e moto e campanhas de educação no trânsito para pedestres e motoristas, além da ampliação das principais avenidas. No plano de governo, os candidatos não detalham de onde sairá a verba para as novas propostas.

Com relação aos pontos em divergência nos planos de Boulos e de Nunes, o prefeito aposta no transporte aquático. Ele inaugurou o “Aquático SP” na Represa Billings, que conecta bairros da zonal sul, e pretende expandir a iniciativa para outras represas na cidade. Por sua vez, Boulos promete ampliar a tarifa zero para usuários de ônibus.

Integração com trem e metrô precisa ser estudada para aplicação prática de propostas dos dois candidatos.

Marcus Quintella, diretor do programa de Transportes da Fundação Getúlio Vargas (FGV), analisa que não existe um plano melhor do que o outro – entre os propostos pelos candidatos a prefeito – mas aponta de quem é a proposta que se sobressai. “Tecnicamente tem uma visão mais sistêmica em termos de integração e planejamento dos modos de transporte a proposta do Nunes, que fica mais completa em termos de ações de engenharia de tráfico”, diz ele.

Porém, o professor questiona a criação de veículos leves sobre trilhos (VLT), o popular bonde, proposta no plano de Nunes. “As intervenções no centro serão bastante significativas para colocar os VLTs, não sei exatamente o trajeto que ele está pensando no centro de São Paulo, mas é uma situação que precisa ser planejada e também integrada com as estações de metrô e terminal de ônibus”.

Quintella aponta também a expansão da tarifa zero como principal proposta do programa de Boulos. “O Boulos fala sobre a tarifa zero. São Paulo já pratica o subsídio dos ônibus. Para conseguir avançar na tarifa zero tem um percurso, porque não é só isentar as pessoas de pagar tarifa, precisa dimensionar isso: superlotação dos ônibus e rever os itinerários para não congestionar o sistema”.

Ele pontua que, por enquanto, no Brasil, a tarifa zero é aplicada em municípios de menor porte. “Ainda não tem tarifa zero em municípios do tamanho de São Paulo. Como funcionaria a integração com o trem e o metrô?”, volta a questionar o especialista.

Cientistas políticos dizem que planos de Boulos e Nunes apresentam “velhas soluções” para a mobilidade urbana

Cientista política e professora da Escola Superior de Publicidade e Marketing (ESPM), Denilde Holzhacker também avalia que há convergência entre os planos de Boulos e de Nunes. “Há uma convergência grande nas propostas em termos de ampliação dos programas que já existem. A diferença entre cada um é o foco e a amplitude dessas ações”.

Holzhacker critica a falta de aprofundamento das propostas dos candidatos. “Não tem nenhum grande programa ou grande solução que distingue as candidaturas nessa questão. Falta uma discussão mais profunda sobre a mobilidade e, até, (há) uma falta de inovação nas propostas que estão sendo feitas”.

Para Rodrigo Prando, cientista político e professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), existem dois pontos que destoam nos planos de governo dos candidatos à prefeitura de São Paulo. “A diferença em relação à mobilidade é que Nunes promete a expansão do Aquático São Paulo para regiões da Represa Billings e Guarapiranga. Já o Boulos quer a expansão da tarifa zero em São Paulo, uma demanda de movimentos sociais que vem desde as manifestações de 2013”, relembra ele.

Confira as propostas de Boulos e Nunes para a mobilidade urbana de São Paulo

Guilherme Boulos

Expansão dos corredores de ônibus e do programa Tarifa Zero;

Ampliação das políticas públicas voltadas a pedestres e ciclistas;

Plano Mais Ônibus, Mais Conforto: ampliação da fiscalização sobre o serviço e a remuneração das empresas, além de estabelecer tempos de intervalos máximos;

Melhorar a infraestrutura das vias, em conjunto com ações de educação no trânsito, além de ampliar o programa de faixas exclusivas para motos;

Ampliar o acesso ao Transporte Escolar Gratuito (TEG), avaliando a redução da distância mínima (atualmente em 1,5 km) entre casa e escola.

Ricardo Nunes

Expansão da rede de ciclovias;

Implantar de novos terminais;

Investir na requalificação de calçadas;

Expandir a Faixa Azul para motociclistas;

Construção de novos terminais de integração de ônibus;

Duplicação de avenidas, novas pontes e construção de novas vias;

Expansão do Aquático SP;

Implementação do VLT no centro da cidade;

Ampliar as ações de educação de trânsito;

Novos corredores de ônibus e BRTs.

22 out

Malhação digital: apps para quem quer sair do sedentarismo

O estilo de vida saudável não é mais exclusividade de atletas e frequentadores de academia. Hoje, qualquer pessoa pode se tornar fitness com atividades simples e acessíveis, como caminhadas, trilhas na natureza ou treinos em casa adaptados à rotina individual. Com o acesso à tecnologia, os praticantes se empoderam a se tornam protagonistas de suas próprias jornadas saudáveis.

Nilvia Oliveira Santos, 49, descobriu nas caminhadas e trilhas nas manhãs de domingo uma forma de encontrar seu equilíbrio interior e promover sua saúde. Após más experiências com grupos de gênero misto, ela decidiu criar um grupo exclusivo para mulheres, sem fins lucrativos, o Seriemas do Cerrado. Hoje ele é composto por 356 mulheres de todo o Distrito Federal, entre 18 e 67 anos, e conta com diferentes níveis de dificuldades de percurso que podem variar de 3km a 14km.

Juntas elas criam um ambiente seguro e acolhedor, onde as participantes podem se expressar livremente. O laço criado entre o apoio emocional ajudou a participante Suzana Andrade, 40, a superar desafios como depressão e ansiedade. “É uma terapia coletiva que vai além das trilhas. Por trás de cada tênis existe uma mulher perseverando para se tornar resistente não só fisicamente, mas por uma cura da alma”, descreve.

Ainda no início, há um ano e três meses, para explorar novos ambientes naturais, a tecnologia foi uma ferramenta valiosa. Com a ajuda de um aplicativo, elas tiveram acesso a uma vasta biblioteca de rotas e mapas criados por outros usuários. “Isso permite que encontremos mais facilmente novos caminhos para explorar, desde trilhas populares até opções mais desafiadoras”, explica a fundadora, Nilvia.

Para garantir o sucesso na adoção de um estilo de vida mais ativo, é importante também estabelecer metas realistas, criar um cronograma de treinos e manter a disciplina. A nutricionista Rejane Souza destaca a importância da alimentação na performance esportiva. “A nutrição é tão crucial quanto a disciplina nos treinos, é por meio das escolhas alimentares que maximizamos nosso potencial físico e garantimos uma recuperação eficiente após o exercício”, afirma. Ela enfatiza que a individualização das dietas é essencial, pois cada pessoa possui necessidades nutricionais diferentes, influenciadas por fatores como rotina e objetivos de treino.

No conforto do lar

Há aqueles que querem eliminar a necessidade de deslocamento e preferem um ambiente mais confortável e privado para experimentar diferentes tipos de exercícios sem a pressão do olhar dos outros. Com acesso a uma variedade de recursos on-line, como vídeos de treino e aplicativos de fitness, é possível criar uma rotina eficaz e personalizada, adaptando os exercícios às preferências e limitações individuais.

Laryssa Schneider, 26, é uma influenciadora digital fitness brasiliense que se destaca nas redes sociais por compartilhar dicas sobre saúde e bem-estar. Com os treinos em casa incluídos no seu dia a dia, ela enfatiza a importância de criar uma rotina. “Tem que se vestir com roupas de treino e associar esse espaço ao exercício, não apenas ao descanso. A disciplina é fundamental, e a motivação pode ser aumentada com músicas animadas e alimentos energéticos”, aconselha. Ela também utiliza um aplicativo que oferece treinos personalizados de acordo com os objetivos do usuário, como cardio ou fortalecimento muscular.

A escolha dela pela vida fitness é impulsionada pela busca de saúde física e mental. A influenciadora venceu o sobrepeso e controlou sua asma. “Encontrei no exercício uma forma de autocuidado e realização pessoal”, relata. Atualmente, ela inspira seus seguidores a adotarem um estilo de vida saudável e ativo.

O alerta fica para os cuidados que evitam lesões. O educador físico Eduardo Lustosa adverte para a realização de aquecimento adequado antes dos treinos em casa. “Aumentar a frequência cardíaca com exercícios aeróbicos, como corrida ou polichinelo, aquece o corpo e lubrifica as articulações, prevenindo lesões”, explica. Ele também ressalta que a escolha dos exercícios deve depender do objetivo do treino. Para melhorar a mobilidade, recomenda alongamentos e agachamentos; enquanto para emagrecimento, sugere exercícios com sobrecarga, como supino e remadas. “Embora aplicativos possam ser úteis para iniciantes, é essencial ter acompanhamento profissional para garantir uma prática segura e eficaz”, conclui Lustosa.

*Estagiária sob a supervisão de Eduardo Pinho

Não tem desculpa para ficar parado. Aplicativos gratuitos voltados para auxiliar nos exercícios físicos têm se tornado ferramentas valiosas para quem busca uma vida mais saudável, com a conveniência de treinar em casa ou em qualquer lugar. Aqui estão cinco dos melhores apps gratuitos para ajudar você a alcançar seus objetivos fitness

1. Nike Training Club

Com uma vasta biblioteca de treinos gratuitos para diferentes níveis de condicionamento físico, o app conta com opções que variam de 10 a 20 minutos de treino e permite escolher entre atividades de força, resistência, mobilidade e yoga. Ele também oferece programas personalizados baseados nos seus objetivos, como emagrecimento ou ganho de massa muscular.

2. Adidas Training

O Adidas Training é ideal para quem busca uma experiência completa, com vídeos e instruções detalhadas. O app inclui treinos de corpo inteiro, específicos para partes do corpo (como abdominais ou pernas), e oferece planos de treino personalizados. No entanto, é importante lembrar que modalidades mais intensas de treino só estão disponíveis para assinantes.

3. Down Dog

Voltado principalmente para quem gosta de yoga, o app fez sucesso durante a pandemia de covid-19, mas conquistou usuários fiéis. O aplicativo conta com treinos guiados por celebridades e especialistas, com mais de 60 mil gravações que prometem orientar até mesmo os que acabaram de iniciar no mundo fitness.

4. Google Fit

Realizado em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Associação Americana de Cardiologia (AHA), o aplicativo é ideal para quem busca hábitos mais saudáveis. Além disso, o app é compatível com smartwatches, o que torna possível monitorar a atividade física com dados de distância percorrida, passos dados e ritmo nas atividades de corrida, por exemplo.

5. Strava

Querido pelos ciclistas, o aplicativo tem ganhado fama como uma valiosa ferramenta para quem quer pedalar e acompanhar de perto dados como percurso realizado — monitorado pelo GPS —, além de dados como potência, frequência cardíaca e cadência.

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18 out

Até agora, governos estadual e federal gastaram 5,5% do projetado para recuperar rodovias do RS, mostra Painel da Reconstrução | GZH

Desde a enchente de maio no Rio Grande do Sul, os governos estadual e federal aplicaram cerca de R$ 237,9 milhões em recuperação de rodovias, drasticamente impactadas pela tragédia. O valor representa 5,5% do que foi projetado inicialmente pelos entes para aplicação nesta área, que foi de R$ 4,3 bilhões.

Segundo o governo estadual, a chuva e as cheias de rios daquele mês afetaram cerca de 13,7 mil quilômetros de estradas no Estado, sendo 5.288 quilômetros em rodovias federais e outros 8.434 quilômetros em trechos estaduais. Mais de cinco meses depois, ainda há 47 pontos de bloqueio total ou parcial do trânsito, e tanto o Piratini quanto o Planalto projetam prazo de até dois anos para a recuperação total da malha rodoviária.

O Painel da Reconstrução, desenvolvido pelo Grupo RBS, monitora as ações realizadas pelos governos federal e estadual para acelerar a recuperação econômica do Estado, incluindo a restauração das estradas gaúchas.

Estado tem 30 trechos prioritários

A maior parte das estradas gaúchas afetadas pela enchente é de administração estadual. Ainda em junho, o governo do Estado elencou 30 trechos prioritários para restauração, utilizando critérios como situação da rodovia, tempo gasto a mais em deslocamentos, quantidade de afetados, impactos na economia local, impactos na saúde, impactos na mobilidade urbana e volume de circulação de veículos. Para a recuperação destes trechos, o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer) estima investir aproximadamente R$ 3 bilhões, com recursos que virão do Funrigs — o fundo criado para centralizar recursos voltados à reconstrução.

Até o momento, o Piratini investiu R$ 117,7 milhões nas rodovias estaduais após a enchente. Este valor, vindo do Tesouro do Estado, foi direcionado principalmente à limpeza e à desobstrução emergencial de trechos bloqueados, em trabalhos realizados entre maio, junho e julho.

Entre agosto e setembro, o Daer elaborou anteprojetos de análise dos 30 trechos priorizados, esperando contratar as empresas que farão as obras de restauração até o final deste ano, que serão realizadas com os recursos provenientes do Funrigs.

— Vamos fazer a contratação das empresas, em um processo mais ágil e simplificado, que apresentarão os projetos executivos e iniciarão as obras, que também trarão melhorias em relação ao estado anterior das rodovias — afirma Luciano Faustino, diretor-geral do Daer.

A partir de suas contratações, as empresas que realizarão as obras também ficarão responsáveis pela manutenção dos trechos rodoviários. Como pontos mais complicados de realização das obras, Faustino aponta trechos na Serra, na RS-431 e na RS-448, que sofreram com deslizamentos de terra e necessitam de contenção das encostas, assim como na RS-348, na região central do Estado.

— O Rio Grande do Sul já tinha uma dependência muito grande da sua malha rodoviária antes da enchente. Agora, então, com todo esse período de fechamento do aeroporto Salgado Filho, e com o impacto também nas ferrovias, essa dependência ficou ainda maior. Com as rodovias também afetadas, o custo logístico para as empresas gaúchas ficou maior, o que faz com que percam competitividade. Por isso, a necessidade dessa restauração completa é urgente — aponta Paulo Menzel, presidente da Câmara Brasileira de Logística e Infraestrutura e CEO do Grupo Intelog.

Reconstrução de pontes também é desafio

Entre os trabalhos priorizados pelo governo estadual também está a reconstrução de pontes que foram comprometidas pelo evento climático extremo de maio. Atualmente, são 10 travessias em rodovias estaduais que precisam de restauração substancial de sua estrutura ou ser totalmente reconstruídas.

Junto das obras em encostas, as reconstruções de algumas dessas pontes são os trabalhos que deverão levar mais tempo para conclusão, sendo um dos principais fatores que levam a projeção do prazo de restauração completa da malha rodoviária gaúcha para até dois anos, conforme reforçado pelo diretor-geral do Daer, Luciano Faustino.

Destas 10 pontes, apenas uma já teve a obra iniciada, a estrutura que fica na ERS-130, sobre o Rio Forqueta, entre Arroio do Meio e Lajeado. A nova ponte está sendo construída com 172 metros de extensão — 51 metros maior e cinco metros mais alta do que a antiga —, além de contar com duas faixas no pavimento principal e espaço para travessia de pedestres e ciclistas. A previsão de conclusão é para dezembro deste ano, e o custo está estimado em R$ 14 milhões, com recursos vindos da cobrança de pedágio da Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR), que coordena a execução da obra.

— Essa ponte é muito importante para o Estado, pois impacta não somente Arroio do Meio e Lajeado, mas também todos os municípios daquela região, como Encantado, Roca Sales, Muçum, Vespasiano Corrêa e outros. Por isso, estamos nos empenhando ao máximo para entregar essa obra até dezembro, e até agora tudo indica que conseguiremos — destaca Luís Fernando Vanacôr, diretor-presidente da EGR.

Na manhã de quinta-feira (17), o governador Eduardo Leite, junto ao secretário de Logística e Transportes, Juvir Costella, assinou a ordem de início das obras de outra ponte, a que fica na RS-431 entre São Valentim do Sul e Santa Tereza, na Serra. A obra custará R$ 31,3 milhões, sendo R$ 24,4 milhões provenientes do governo federal e R$ 6,9 milhões de contrapartida do governo do Estado.

A nova estrutura terá 320 metros, 51 metros a mais do que a anterior, e deverá ser concluída em até 18 meses a partir da assinatura da ordem de início, com o começo da obra previsto para janeiro de 2025.

Ainda na cerimônia, Leite confirmou a liberação de R$ 11,7 milhões, provenientes do governo federal, para a construção da nova ponte na RS-843, em Feliz. A estrutura terá 120 metros, com início das obras projetado também para janeiro de 2025 e prazo de conclusão previsto em 15 meses.

Além destas, as duas pontes em Faxinal do Soturno, na RS-348 (orçadas em R$ 15,7 milhões e R$ 11,7 milhões), e as travessias em Itati, na RS-417 (orçada em R$ 8,6 milhões), e em Sinimbu, na RS-471 (orçada em R$ 6,5 milhões), já têm empresas definidas para realização das obras.

Outras duas pontes estaduais, uma em Dilermando de Aguiar, na RS-530, orçada em R$ 7,8 milhões, e outra em Relvado, na RS-433, orçada em R$ 6,5 milhões, ainda estão em processo de definição das empresas que farão as obras. Segundo o Daer, a seleção deve ocorrer nas próximas semanas.

O processo que definirá a construtora da nova ponte em Vista Alegre do Prata, na RS-441 (orçada em R$ 7,5 milhões) chegou a começar, mas teve de ser reiniciado, informou o departamento, sem dar mais detalhes.

Investimentos do governo federal

Além das pontes em rodovias estaduais, há quatro travessias que precisam ser reconstruídas nas estradas federais do Rio Grande do Sul: na BR-116, entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis; na BR-471, em Rio Pardo; na BR-153, em Cachoeira do Sul; e na BR-287, em São Vicente do Sul.

Todas receberão recursos do Ministério dos Transportes. Uma já teve a reconstrução iniciada, a ponte entre Caxias do Sul e Nova Petrópolis. Orçada em R$ 31 milhões, a obra da nova estrutura, que terá 180 metros de comprimento, começou em 9 de julho, e tem previsão de ser concluída em dezembro deste ano.

A ponte do Fandango, localizada na BR-153, em Cachoeira do Sul, está em fase de adequação do projeto para execução da obra. Com orçamento de R$ 60 milhões, os trabalhos devem começar até novembro deste ano.

A ponte na BR-287 em São Vicente do Sul já teve uma empresa contratada, e também deve ter as obras iniciadas até o final de 2024. Já a ponte na BR-471, em Rio Pardo, deve ter o chamamento público para empresas interessadas aberto em novembro, conforme projeção do Dnit.

Para realizar a recuperação completa das estradas federais gaúchas, incluindo pontes e demais trechos, o governo federal projetou investir inicialmente R$ 1,185 bilhão, recurso regulado pela Medida Provisória nº 1.218/24, publicada em 11 de maio. Deste montante, até o momento, foram gastos R$ 120,2 milhões, com outros R$ 350,1 milhões já empenhados e R$ 491,1 milhões contratados.

— Muitas das obras necessárias estão em fase de elaboração de plano de trabalho ou adequação de projeto, principalmente dos trechos mais complexos, como na BR-116 e na BR-470, na Serra. Por isso, esse recurso previsto inicialmente pelo governo deve ser todo gasto nos próximos meses e ao longo dos próximos dois anos, inclusive deverá ser suplementado, pois já projetamos investimento total mais próximo a R$ 2 bilhões — ressalta Hiratan Pinheiro, superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) no Rio Grande do Sul.

16 out

Lula: “Se não tiver interferência, nenhuma indústria vem para o Nordeste”

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou nesta quarta-feira (16/10) a liberação de novos investimentos do Minha Casa Minha Vida e do Programa de Aceleração ao Crescimento (Novo PAC) para o Rio Grande do Norte. A governadora do estado, Fátima Bezerra, e alguns ministros do governo federal também participaram da cerimônia de lançamento, em Natal.

Durante o evento, Lula afirmou ter sido o governante do Brasil que mais alocou recursos do Executivo na região em toda a história e citou a transposição do Rio São Francisco, que só chegou a ser inaugurada em 2022, durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. “Fiz uma obra que Dom Pedro II quis fazer em 1846”, destacou o presidente.

Lula também disse que “se o Estado não tiver uma certa interferência”, nenhuma indústria iria para o Nordeste. “O papel do estado é garantir que todos tenham uma chance. Então quando a gente faz subsídio e investimento no Nordeste, não é porque a gente está fazendo um favor. A gente está fazendo justiça. A gente está tentando fazer com que o país seja mais igual”, afirmou.

O chefe do Executivo ainda lamentou a escassez histórica de investimentos no Nordeste, alinhada à pobreza, ao analfabetismo e alta taxa de mortalidade na região. Destacou, ainda, que espera que os nordestinos viagem para o Sul e Sudeste do país apenas “a turismo”, lembrando do contexto histórico de migração para essas regiões em busca de melhores oportunidades.

Pelo Minha Casa Minha Vida, o governo anunciou R$ 65,3 milhões para a autorização de contratação de novas moradias pelo programa em Natal. Também está previsto um investimento de R$ 52 milhões no Sistema de Esgotamento Sanitário de Apodi, que fica a 340 km da capital potiguar. Para todo o estado, foram anunciados R$ 865 milhões para o programa no biênio 2023/2024.

Já em relação ao Novo PAC, o governo anunciou um investimento de R$ 556,9 milhões que serão distribuídos para serviços como abastecimento de água, esgoto, mobilidade urbana, drenagem, regularização fundiária e urbanização no Rio Grande do Norte. Somente em Natal, devem ser alocados R$ 240,2 milhões pelo programa.

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